Fui no restaurante e…

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

 

Pois é, pois é, este é um assunto bem delicado, mas é necessário quebrar tabus e falar um pouco sobre a frustrante situação de ir a um restaurante cheio de expectativas (e fome) e se decepcionar com o lugar, com o atendimento a até com a comida. Acontece sempre, comigo, com você e com todas as pessoas que procuram um restaurante para passar momentos agradáveis.

É claro que precisamos (na verdade devemos) deixar de fora deste post aqueles restaurantes que são tão bons, mas tão bons que nos fazem quase sair flutuando do lugar: atendimento perfeito, lugar aconchegante e comida maravilhosa. Sabe, um dos melhores lugares que eu já comi na vida foi num quiosque na areia da praia longe de ser famoso e premiado. A comida era divina, o atendimento além de rápido era extremamente eficiente e o barulho das ondas era puro aconchego. A conta não foi barata, mas achei justo e paguei sorrindo! Os restaurantes bons existem sim e numa próxima vez falarei mais sobre eles.

Agora a hora é de fazer terapia em grupo. Hã, terapia? Sim gente, porque a situação é tão frustrante que precisamos desabafar com alguém, trocar nossas experiências micadas. Afinal de contas, quem nunca passou por isso? Quem?

Aquela velha história se repete aqui e aí: “ah amor, Fulano disse que um amigo dele foi naquele restaurante e amou. Vamos conhecer?” ou então numa viagem ao passar por alguns restaurantes: “olha que lugar bonitinho! A comida deve ser boa!” hahahahhaa, vai pensando…mas também não é pra menos, lugar bonitinho ou opinião do amigo do Fulano que você sequer conhece não dizem nada sobre a qualidade do lugar, é apenas uma referência perdida na atmosfera e no fundo no fundo temos que reconhecer que sempre torcemos para que a boa fama seja verdadeira. Só que existe um fator muito importante que nos impede de pensar com calma e decidir entrar: A FOME! E quando estamos numa cidade estranha (considere aquela que não é a que você mora) e morrendo de fome depois de sair da praia não fica difícil de entrar na primeira “biroska” com cheiro de comida, fala a verdade. Quantas e quantas vezes eu não caí nesta furada porque meu estômago faminto me enganou…

Dizem que paulista é chato porque está mal acostumado com bons restaurantes, atendimento nota 10 e sorrisos no rosto. Isto tem sim uma parte de verdade, mas também tem um pouco de injustiça! Não é só o paulista que gosta de comer bem, e também não é só em São Paulo que estão os bons restaurantes. Acho que todo mundo que curte comer quando sai para pagar uma conta em um restaurante quer ser bem atendido, espera uma comida gostosa e um lugar agradável para fazer sua refeição com tranquilidade. E isso não é pedir demais, é pedir o mínimo. Por mais simples que o restaurante seja – mesmo um quiosque na areia – ninguém senta esperando uma comida ruim. Ou vocês já ouviram alguém dizer: “vamos ali, a comida é ruim que é uma beleza!”. E nem estou falando de preço hein, porque restaurante bom não precisa ser caro, já fui a bons restaurantes com ótimos preços e também a péssimos restaurantes com preço nas alturas, daqueles que dá até raiva de entregar o cartão…

Enfim, a verdade é uma só: restaurante bom é aquele que além de ter uma boa comida tem atendentes sorridentes e eficientes, e o lugar pode ser simples, mas precisa ser tranquilo e aconchegante para que você aprecie a comida, a companhia e o ambiente sem ter pressa de ir embora. Tô errada?

Sendo muito honesta, se for para sair e me aborrecer com comida fria, mal feita e preços nada condizentes com a realidade do que é proporcionado eu prefiro ficar em casa e fazer a minha própria comida, que no fim das contas é o que eu sempre tenho vontade de fazer quando saio frustrada de algum restaurante. 

E você, tem alguma história engraçada para contar sobre uma ida frustrante a algum restaurante (não precisa citar nomes)? E o que te irrita mais quando você sai para comer e algo dá errado?

Imagem: Google Images

14 Comentários para “Fui no restaurante e…

  1. Ah Fabi, sempre acontece de rolar decepções!! rsrrs. Lembrei do último verão, estávamos em Garopaba, Santa Catarina e eu doidinha prá comer pizza depois de 3 semanas sem a dita cuja…rsrrs. Andamos muito e entramos na pizzaria que aparentemente era a melhor! Que nada, foi uma tristeza!! E olha que eu até acreditava que “pizza é como sexo, nunca é tão ruim”!!!! rsrrsrsr. Fazer o que, né?!
    Bjooos.

  2. “Dizem que paulista é chato porque está mal acostumado com bons restaurantes, atendimento nota 10 e sorrisos no rosto.”

    já eu acho que paulista é chato porque está ACOSTUMADO a pagar caro por serviço e qualidade aquém do esperado. ando cada dia mais decepcionada com a baixa qualidade da comida que é extremamente supervalorizada na hora da conta. e o atendimento também não é a coisa mais maravilhosa não. acredito que em SP o que mais vale é ir no lugar da moda, pagar uma pequena fortuna, sair com fome, mas ei, ‘eu fui lá’.

    esse hábito paulistano é o pior que há.

  3. Qdo eu e o maridão estamos com fome e optamos em comer fora, não arriscamos… vamos sempre em nossos restaurantes favoritos para não ter erro. Concordo com o que disse, nem todo restaurante bom, precisa ser caro… mas acho que ambiente agradável e bom atendimento é essencial.
    Bjs,

  4. Eu adoro comer em quiosque de praia, tem um em especial que eu e minha família sempre visitamos nas férias… e olha que eu nem gosto de praia, mas me animo pensando na comida!

    Sou bem enjoadinha pra comer, por isso muitas vezes prefiro comer em casa, fazer minha própria comida, mas dificilmente me decepciono com restaurantes japoneses e italianos.

    Minha experiência mais traumática foi uma vez em São Paulo que passamos na casa de um amigo do meu pai e resolvemos almoçar num restaurante lá do lado. Ok, o lugar era simples, não tinha muitas opções. Pedi um filé a parmegiana, por que dificilmente tem como dar errado, né? Mas deu. Começou com a mulher que nos atendeu querendo que eu escolhesse outra coisa falando que eu não ia aguentar comer (como assim? xD Quer escolher pra mim??) e realmente eu não aguentei, mas porque aquilo tava MUITO ruim. Nunca que vão me convencer de que aquilo era um filé, duro e cheio de nervos e gordura, o bife tava todo branco onde devia estar douradinho e o molho era aguado, sem gosto de nada a não ser de louro (eu gosto de louro, mas tudo o que eu esperava era que tivesse gosto de tomate e não tinha ._.)

    Também teve uma vez que pedi uma pizza vegetariana aqui na minha cidade e eles eram daqueles que tem a brilhante idéia de por o queijo por cima de tudo (pode ser que em alguns casos funcione, mas esse não foi um deles). Poxa, era um pizza com vegetais, o que o queijo fez foi abafar tudo e fazer com que os vegetais deixassem a massa pastosa. Por sinal, a massa era horrível, tinha um gosto muito forte de fermento biológico.

    Agora só como filé a parmegiana e pizza em um lugar, fiquei traumatizada.

  5. Uma história do tipo “seria cômica se não fosse trágica”: Uma vez eu e o marido fomos em daqueles restaurantes no bexiga, para um rodízio de massas, indicado por alguém que indicou para alguém que nos indicou, enfim, na primeira porcão que fui servida de nhoque, lá vou eu pegar o queijo ralado e eis que tinha uma Sra. Baratinha a dormir embaixo da cumbuquinha de queijo!! nem precisa falar que ela usou a minha mão pra sair alí debaixo!! Bom… chamei o garço, acho que ele agradeceu a todos os Deuses por eu não ter panico de barata e ter me controlado, discretamente sai do restaurante, sem pagar nada lógico!!!! O melhor foi a gerente, me desculpe é que dedetizamos semana passada e não esperamos o tempo correto pra reabrir!! Quem aguenta???

  6. Estava em Florianopolis com uns alemães.. e queríamos experimentar a fomosa sequência de camarões… Perguntei pras pessoas de lá.. qual o melhor lugar.. me indicaram 3…(um dos alemães escolheu um que era fechado e tinha ar condicionado.. estava muito calor mesmo).
    Eis que surge uma barata andando no salão.. em nossa direção. Um da mesa tinha panico de baratas.. mostrei ao garçon.. ele viu.. fingiu que não viu… e continuou servindo outra mesa… até que alguém passou e pisou sem querer na barata. Claro que os alemães desistiram de comer… fui ao gerente reclamar. Ele disse que fazem dedetização além do exigido.. e que a barata devia ter entrado da rua.. .mas não.. ela vinha da direção contrária…
    Fiz questão de pagar para que não achassem que tinha feito isso para sair sem arcar com o jantar (já tínhamos comido uma parte). Ele deu um pequeno desconto.. pq saímos beeeem antes do final da sequência. Enfim.. o lugar mais bonito, sofisticado.. e tivemos essa surpresa…rs

  7. KKKKKKK
    Fabi estou rindo muito com o “vamos ali, a comida é ruim que é uma beleza”
    KKKKK acionou meu botãozinho de risadas compulsivas (fico achando graça para o resto da vida e se lembrar daqui 5 anos ainda acharei engraçado)
    Bjs

  8. Aqui em Curitiba, , restaurantes que são ótimos e resolvem “crescer”, mas infelizmente não se preparam pra isso.
    Daí aumentam o tamanho do salão, reduzem o tamanho dos pratos, o serviço é precário, funcionários despreparados e o preço multiplicado.
    Desistimos de um bistro francês e de um restaurante japonês por causa disso =(

  9. Em SP, num restaurante árabe, pedi uma abobrinha recheada. Estava fria por dentro, e molenga, com certeza (mal) esquentada no micro-ondas… Q decepção. O pior é ver que a maioria das pessoas tem um baixíssimo padrão de qualidade e os brasileiros, em geral, acham que reclamar é “falta de educação”. Tudo depende de como as coisas são ditas…

  10. Eu adoro ir ao L’Entrecôte do Olivier e sempre que dá estou por lá. Descobri também o L’Entrecôte de Paris e fui com meu marido conhecer, mas ainda não achei igual. na segunda vez no L’Entrecôte de Paris esperamos 2h para entrar.
    Tudo bem, estava cheio, não tinha o que fazer. Sentamos e a garçonete encostou e perguntou “o que vão beber?”. Nós mal sentamos, nem a bolsa eu tinha arrumado ainda!! Meu marido gentilmente disse que gostaria de ver a carta de vinhos, que foi trazida. Ela virou na mesa do lado, fez algum pedido, virou de novo “e agora? já escolheram?”. Meu marido perguntou se ela estava com pressa, dai ela nos deixou escolher.
    Depois foi uma batalha com o ar condicionado. Estava frio e chovendo, mas o ar estava no último. Detalhe que parecia ter ventilação junto porque as velas das mesas estavam com a chama balançando, quase apagando.
    Falamos uma vez para a garçonete e nada. Falamos a segunda, nada também. Depois tivemos que falar com o maitre para ver se resolvia.
    Era só olhar para os lados e ver o pessoal comentando do ar e se encolhendo pelo frio.
    Bom, não tinha como aproveitar a noite com tanta chateação e passando frio. Nem lembro se aconteceu mais alguma coisa, só sei que no final na hora de pagar a conta, meu marido pediu para tirar os 10% de taxa de serviço. A garçonete teve a coragem de virar e perguntar “por que? você teve algum problema?”.

    Agora rimos, mas não volto mais, afinal pagamos bem para ser bem atendidos, é o mínimo.

  11. Oi Fabi! Sempre entro no seu blog mas essa é a primeira vez que comento.
    Minha paixão por cozinha apareceu tarde, quando me mudei pra Austrália. Simplesmente porque eu não tinha muita opção de onde comer. A começar pelas diferenças culturais – aqui não se almoça normalmente, é um lanchinho rápido. O jantar, sim, é a principal refeição do dia. Logo de cara também não gostei da comida de rua – não existe uma comida típica australiana (Outback é invenção de americano), a comida do dia-a-dia ou tem influência asiática, ou indiana. Tudo com muiiiita pimenta. Ah, sim! Fast food não conta. Teve também o dia que saí para experimentar os famosos steaks de angus-beef, e pra minha decepção os restaurantes mais top desconhecem sal. Foi assim em todos.
    Resumindo,, não tive opção além de eu mesma fazer a minha comida. Era (ainda é) o único jeito de eu comer o que gosto. Coloquei a D. Benta (o livro, que trouxe comigo) pra trabalhar, comecei a caçar receitas e blogs de culinária, e o namorado hoje marido virou cobaia. Ele gostou tanto que fala pra todos os amigos que come melhor em casa do que em muito restaurante, e claro isso me deixa toda orgulhosa.
    Sobre restaurantes, além de não poder esperar muito da comida (isso em restaurantes medianos, não os estrelados c/ reserva de meses, não dá para esperar muito d serviço. Esqueça sorrisos, muitas vezes você deve ir direto ao caixa ao invés de ter alguém para fazer o pedido, e quase todos funcionam com reservas, com hora pra chegar e hora pra ir embora (30 minutos). Não tem nem como dar uma enroladinha, pedir mais um drink… Literalmente tem alguém te colocando pra fora.
    Por essas e outras é que a minha cozinha está cada vez mais a todo vapor.

  12. Realmente é muito desagradável quando somos mal atendidos, comemos mal e ainda temos que pagar por tal coisa! Assim como vc também sou da opinião de que vale a pena pagar mais caro por um bom atendimento e boa comida, mas que também existem lugares simples e que são muito bacanas!

    Adorei seu blog e as receitas!
    bjs e paz!

  13. Olá,Fabi!
    Continuo adorando seu blog!Vejo todos os dias as novidades!
    Passei por uma situação terrível aqui em Sorocaba,onde moro!
    Eu,meu marido e um casal de amigos fomos comer pizza num restaurante que nunca tinha nos decepcionado (uma franquia conhecida).Escolhemos o vinho e o garçon um tanto estabanado nao prestou atenção
    no nosso pedido e nós não conferimos quando ele serviu o vinho.Conclusão: escolhemos um vinho deR$ 60,00 e pagamos R$ 180,00.Tudo bem que erramos tb de não conferir,mas nao havia ninguém responsavel no restaurante para conversarmos (tipo gerente,chef,etc).Mas o pior foi que o mesmo garçon retirou todos os copos da mesa e ainda estávamos bebendo a agua com gaz e pedimos para ele trazer outros copos no que ele respondeu que nao tinha mais copos limpos!!!!!!!!!!!!!!Diante da nossa indignação,trouxe taças de champanhe e nos disse:façam de conta que a água que vcs vão tomar é champanhe e fiquem felizes!!!!
    Dá para acreditar?
    Bjs

    • Hahahahah Ivani, só rindo mesmo para não chorar! Estou chocada com a sua história! É impressionante o despreparo de alguns profissionais, e como se não bastasse a brincadeirinha que ele fez para tentar aliviar o clima foi bem infeliz…
      Beijos

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